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Primeira Sede da SNB
          
       A Sociedade Numismática Brasileira é uma entidade civil, sem fins lucrativos, mantida pelo seu corpo de associados, e aberta a pessoas ou instituições que desejam integrar seu quadro social. Tem como finalidade exclusiva a promoção e desenvolvimento de programas que estimulem e difundam a Numismática, ciência que tem como objeto de estudo as moedas, cédulas e medalhas; principalmente as brasileiras.
       A fundação da Sociedade Numismática Brasileira ocorreu em 19 de janeiro de 1924 em São Paulo, com a presença de alguns poucos colecionadores. Hoje conta com outras associações similares e um grupo maior de colecionadores distribuídos pelo Brasil e no exterior. Comparamos o passado recente com o momento atual. Conforme relato na SNB em 1982 havia menos que mil associados entre brasileiros e estrangeiros. Os brasileiros estavam localizados em quase todas as capitais e em muitas cidades do interior, sendo São Paulo e Rio os centros com mais representantes. Realçamos que esse número deveria ser maior, pois nem todos se associam a uma agremiação de colecionadores.
          
          Hoje no país há mais de vinte outras entidades de colecionadores e o número de adeptos chega perto de dois mil, realçando novamente entre associados ou não.
          Nesses mais de oitenta anos de divulgação do ato de colecionar moedas é claro que ocorreram momentos de baixa e alta, alegrias e tristezas.   Apesar de tudo, sempre estava presente aquele grupo pequeno, às vezes de dois ou três, que apontavam firme a direção a ser seguida e iam em frente. Isso resultou hoje numa sociedade estável e reconhecida como a principal entidade particular que incentiva a coleção de moedas no Brasil e talvez na América do Sul.
          A SNB foi reconhecida de utilidade pública em 1951 e sua atual infra-estrutura social conta com sede própria, conjunto de 245 m2 no centro de São Paulo, onde estão biblioteca, museu, salão social e setor administrativo. Divulga suas atividades e estudos dos sócios por meio de seus impressos e na sua página da Internet. Da mesma forma seu corpo diretivo atual a representa nos encontros nacionais e estrangeiros.


A Numismática no mundo  

          Os registros iniciais das primeiras moedas estão no ano 560 AC na região da Lídia, atual Turquia. Desde então elas foram guardadas e estudadas por uma ou outra razão. Mas o inicio foi uma moeda que em conjunto com outras formou uma coleção de moedas, cuja idéia chegou até nossos dias. O primeiro livro de numismática importante foi publicado na metade do século XVI (1514), leilões de moedas e medalhas tornaram-se populares no século VIII e periódicos de numismática na segunda metade do século XIX. A informação está disponível, mas deve ser transformada em conhecimento. Para tanto devemos estudar as moedas de nossa coleção através da bibliografia numismática conhecida. Essa deve ter uma classificação temática dividida conforme a linha do tempo da civilização no mundo: Antiguidade com moedas gregas e romanas; Idade Média; Tempos Modernos e Época Contemporânea. Não podemos esquecer das moedas Orientais e os demais objetos monetiformes tais como medalhas, fichas, o papel moeda e etc.

A coleção de moedas no Brasil antes da SNB  


          Os primeiros registros brasileiros de “colecionadores” de moedas datam da metade do século XIX. Chamamos de registros, mas são simples citações de alguns nomes em jornais. Por outro lado é quase certo que a data inicial é mais antiga, mas ainda não localizamos a prova. Esses colecionadores pioneiros estavam localizados nas áreas mais desenvolvidas do nosso país. Entre outras regiões citamos Salvador, Rio de Janeiro, Minas e São Paulo. Resumidamente relacionamos a existência do acervo numismático dos Imperadores, que passou para o Museu Nacional; a coleção da Biblioteca Nacional do Rio, que em 1922 passou para o Museu Histórico Nacional hoje nosso maior acervo numismático. Registramos também que houve exposições industriais nacionais com algumas coleções de moedas e medalhas. Os acervos particulares, em menor número, também eram importantes. Entre esses citamos em especial a coleção Meili.
Julius Meili, 1839/1907, suíço de nascimento, morou no Brasil e colecionou moedas, estudou e divulgou seus conhecimentos por meio da obra de referência para a numismática luso brasileira “O Meio Circulante no Brasil 1645 a 1900” editada em três partes e ricamente ilustrada.  Parte da coleção Meili constituiu o início do acervo numismático do Museu do Banco do Brasil. A obra de Meili é o início do estudo da nossa numismática com normas e técnicas de pesquisa visando objetivos científicos. A divulgação desse tema, com o mesmo objetivo de Meili, no Brasil inicia-se no ano de 1922 quando é criada uma seção de numismática por alguns sócios na Sociedade Philatélica Paulista. Isso mesmo o início foi com ajuda da filatelia. Esse grupo inicial acabou evoluindo e se transformou em 1924 na Sociedade Numismática Brasileira.
No nosso país os principais acervos existentes hoje são: Banco Central do Brasil, Banco do Brasil, Banco Itaú, Museu Histórico Nacional, Museu Imperial e algumas coleções particulares.
Parte do texto “Sociedade Numismática Brasileira – 80 Anos” por Cláudio Schroeder em “Boletim n° 54 - SNB”. Leia o texto completo

Missão  


Atender com ética e responsabilidade aos anseios dos associados, os quais são merecedores de todos os nossos esforços.

Visão  


Ser o referencial de excelência na promoção da cultura numismática no Brasil.

Valores  


A SNB valoriza:
- satisfação dos associados;
- ética nos relacionamentos;
- competência profissional;
- integração entre associações;
- respeito aos seus empregados;

 

 

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